segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Habemus Papam


Da série: mulheres que fizeram História.

Quem já ouviu falar na Papisa Joana?
Papisa? mulher?
Isso mesmo.
A Santíssima Igreja Católica Apostólica Romana com certeza já.

Não há um engano. A Igreja já teve como autoridade máxima uma mulher, o que causou muito espanto e indignação na época.

Seu nome era Joana e comandou a Igreja nos anos entre 855 e 857, mais precisamente 2 anos, 1 mês e 4 dias. Seu pseudônimo era João VIII.

Há muitas lendas em torno dessa descoberta que abalou a fé da Igreja Católica.

Segundo alguns relatos, Joana teria sido uma jovem oriental, talvez de Constantinopla, que se fez passar por homem para se esquivar da proibição de estudar que pesava sobre as mulheres, adquirindo uma sólida formação teológica e filosófica.

Disfarçando-se de homem, dirigiu-se a Atenas, quando jovem, em companhia de um amante (o culto Frumêncio) e tantos progressos fez nos estudos, sob a orientação dos mestres gregos, que, chegando a Roma, poucos encontrou que fossem capazes de rivalizar com ela, até mesmo no conhecimento das Sagradas Escrituras. Ela conquistou tão grande respeito e autoridade, pelas suas doutas e engenhosas conferências e discussões, que foi eleita Papa por unanimidade, após a morte de Leão IV.

Mas ela deu azar: enquanto se dirigia para a Igreja, foi surpreendida por trabalhos de parto e morreu ali mesmo. O espanto foi tamanho que ela foi sepultada no Tibre, sem pompa alguma.
A vergonha foi tanta que a Corte de Roma proibiu que seu nome fosse posto no catálogo dos Papas.

À raiz desta história teria nascido o rito de apalpar os atributos masculinos do Papa eleito para evitar que outra mulher voltasse a ocupar o trono papal. Este costume obviamente não confirmado pelo Vaticano.

Baseado nesta história, muitos livros foram publicados. E filmes também. O alemão Volker Schlondorff vai filmou em 2007 na Bulgária um filme baseado no livro que descreve a vida atribulada de Joana.

É...pasmem. As mulheres estão dominando!



8 comentários:

Anônimo disse...

putsss adoreiii meoo..Blog interessante e com finalidade.

gostei mesmo

www.pontodevistasp.blogspot.com

Jhonatan disse...

Uma mulher papa

Nossa me pegou de surpresa!

Continue contando historias assim pois são muito legais

São palavras... disse...

sensacional... não sabia...

beijo!

http://www.sandluckily.blogspot.com/

Anônimo disse...

apalpando os atributos.. auehuaehueahaeeahuaeaeae
gente... é.. mas convenhamos q dentre várias teorias, essa é mais uma né?

vlw!

A'ZaF disse...

meow, mto interessante, legal pakas...

Anônimo disse...

mas a igreja se modificou muitas vezes não só escondendo fatos, mas alterando crenças e dogmas.
Sabia q existia reencarnação na Biblia até o século 14(acho q é século 14 mesmo rsrsrs)?
e os sacerdotes ficaram com medo da luxúria em q viviam e a esposa de um papa pediu para q ele mudasse isso, pois temia sua próxima vida.
=/

abraço

Unknown disse...

pow.. mt legal a história...
interessante msm.. n sabia..
tava lendo os comentários....
seu blog ta fazendo sucesso hein??!
huahau
bjos

Flor Falante disse...

Olha, verdade ou não, é muito interessante!
Não duvido que isso tenha ocorrido.
Há outros momentos da história em que as mulheres, mesmo tendo um profundo conhecimento sobre alguma área, ficaram relegadas a um segundo ou terceiro plano.
Fazer um levantamento sobre mulheres filósofas, teólogas, de séculos anteriores é uma tarefa árdua! Se conseguirmos reunir umas 20, será um feito. Mesmo que existam mais, e existem, elas não aparecem com facilidade! :)

Adorei!
Flor do México